“É uma homenagem ao homem gestante”. A frase do então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, em 1988, ecoa como um retrato do descaso que marcou a discussão sobre a licença-paternidade no Brasil. Ao se referir à proposta como a emenda do “homem gestante”, ele provocou risos e minimizou a importância de um direito que, 37 anos depois, em 2025, continua negligenciado e mal regulamentado.
O autor da proposta, o ex-deputado federal e ex-ministro da saúde, Alceni Guerra, foi um dos quatro representantes do Sudoeste do Paraná na Constituinte. Em entrevista à Rádio Club de Palmas, ele relembrou a batalha emocional que travou para incluir o direito na Constituição.