Autoridades defendem criação de abrigo para vítimas de violência doméstica em Palmas

Escrito em 11/05/2026
Guilherme Zimermann

A criação de um abrigo temporário para mulheres vítimas de violência doméstica em Palmas, Sul do Paraná, foi apontada como uma das principais necessidades para fortalecer a prevenção e o enfrentamento desse tipo de crime no município. O tema foi debatido na manhã de sexta-feira (8), durante o programa Pauta Dinâmica, da Rádio Club.

Participaram da discussão o delegado da Polícia Civil, Almir Signor Junior, o comandante interino da 12ª Companhia da Polícia Militar de Palmas, capitão Ronaldo Chinato, e a presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Naiara Boz Lipczinski.

O delegado Almir Junior explicou que a medida protetiva é um instrumento essencial, mas nem sempre impede que um agressor volte a cometer violência. Segundo ele, mesmo quando há determinação judicial para afastamento do agressor, a mulher continua exposta, principalmente porque o agressor geralmente conhece toda a rotina da vítima.

Capitão Ronaldo Chinato ressaltou que muitos casos graves começam com agressões verbais e evoluem com o tempo, até chegarem a agressões físicas e crimes contra a vida. O comandante da PM destacou que ações como a Patrulha Maria da Penha e a medida protetiva são importantes, mas precisam ser complementadas com estrutura de acolhimento.

A presidente do Conseg, Naiara Lipczinski, afirmou que o município possui serviços de acolhimento psicológico e jurídico, mas ainda há lacunas quando a situação exige retirada imediata da vítima e dos filhos do ambiente de risco.

Como alternativa, o delegado Almir Junior sugeriu que o município avalie a utilização de estruturas públicas já existentes, o que poderia reduzir custos e acelerar a implementação. Ele citou o IPAC (Instituto Palmense de Ações Comunitárias), responsável pela casa de passagem, como exemplo de local que poderia ser adaptado para atender temporariamente mulheres em situação de risco.

Naiara, que também atua como coordenadora do IPAC, confirmou que a estrutura física já existe, mas que seriam necessários ajustes e recursos para garantir privacidade e segurança.

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