O Instituto Água e Terra (IAT) adiou para 15 de abril o início do período de colheita e comercialização do pinhão no Paraná. A região de Palmas colhe mais de 700 mil quilos, movimentando R$ 3,7 milhões por ano através do pinhão.
Segundo o Instituto, a medida vale tanto para consumo humano quanto para uso em sementeiras. O objetivo é garantir a extração sustentável da semente, proteger o ciclo reprodutivo da espécie e conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação ambiental.
O IAT reforça a proibição da colheita de pinhas ainda verdes, cujas sementes apresentam casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Apenas pinhas maduras, com coloração verde-amarelada ou marrom, poderão ser exploradas legalmente. A fiscalização do cumprimento das normas é feita pelos agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA).
Em 2024, a colheita de pinhão na região de Palmas ultrapassou os 730 mil quilos, gerando mais de R$ 3,7 milhões, segundo relatório da Secretaria da Agricultura do Paraná:
| Município | Produção (kg) | R$ |
| Palmas | 110 mil | R$ 564.300,00 |
| Cel. Domingos Soares | 112 mil | R$ 574.560,00 |
| Clevelândia | 145 mil | R$ 743.850,00 |
| Mangueirinha | 120 mil | R$ 615.600,00 |
| General Carneiro | 150 mil | R$ 769.500,00 |
| Bituruna | 100 mil | R$ 513.00,00 |
| Total | 737 mil | R$ 3.780.810,00 |
