A indústria madeireira é o setor mais afetado do Paraná pela taxação aplicada pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. O segmento, identificado pela sua forte vocação exportadora, com fábricas de compensado que vendem 90% da produção ao exterior, tem sua competitividade duramente afetada. As considerações foram apresentadas em uma transmissão realizada pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) nesta semana.
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O setor madeireiro responde por quase 40% de tudo o que o Paraná exporta aos Estados Unidos, movimentando mais de US$ 614 milhões em 2024. Em determinados segmentos, mais de 95% da produção é enviada para o mercado norte-americano.
Em Palmas, a economia tem forte ligação com o setor. O município abriga os maiores fabricantes de compensados do planeta. Algumas indústrias locais iniciaram procedimentos, como redução de turnos e anúncios de férias coletivas.
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O estudo da Fiep também aponta que o Brasil passou a liderar o ranking mundial de países com maior taxação média sobre produtos importados pelos Estados Unidos, superando nações como Suíça, Canadá e China. Países da América do Sul, como Chile e Colômbia, enfrentam tarifas de apenas 10%.
A entidade reforçou pleitos já encaminhados aos governos estadual e federal para mitigar os efeitos da medida, como a criação de linhas de crédito emergenciais, postergação de financiamentos e liberação de créditos acumulados de ICMS. O governo do Paraná já acatou parte das propostas.